Estações Iguais

Ogäit Borderline. Um velho jovem qualquer-coisa...

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Location: Estado, de choque

Vamos falar sobre você: Por quê interessaria?

Sunday, November 12, 2006

A convulsão das flores do asco...

Os Jardins Convulsivos de uma natura epiléptica sorriem entre cacos e montes de perfumes de insetos. Não é o que fazer a não ser tremer de ódio pelos corredores destes claustros de corpos magros. Um doença floresce nas curvas-bem-torneadas da Serpente, nossa verdade brilha , hórrida, pelo sono da vingança não assistida: Calada, pelos cantos, na surdina do desregro. Multidões incestuosas esbarram nas encostas de senhoras histéricas...


Ouço ruídos, batidas distorcidas, constantes, a balançar a ponte por onde caminham portadores de faltas de membros. Sussurro, nos ouvidos de um adolescente afeminado, que matei um homem. Conto como este homem cambaleou, esmolando piedade. E conto como segredei, por um segundo, minha vontade de fazê-lo pedaços. Quis sentir um fio de felicidade em seu rosto antes de acabar com sua vida incômoda. O hálito fétido do adolescente decadente tem algo que me atrai a sede por carne. Entro no ambiente onde homens esperam por goladas de bebidas quentes. Atraído pelo calor de seus corpos imundos, corroídos por vícios, meneio, tonto, por entre a fresta da parede onde dois deles se cortavam lentamente. Batidas, batidas, batidas. Abatidas, prostitutas cambotas se arrastam por corredores de lodo, estreitos. Vão se estreitando, aos poucos, esmagam ombros, depois costelas. Gritos fracos, parecem tapados com as mãos, que rasgam, que rasgam, que rasgam. Vidros quebrados e energia contra um corpo leproso. Arrastam-no, entre berros histéricos, para fora. Assento-me, observo e caio. Cair pode ser prazeroso, o chão, sempre frio, acolhe rostos disformes em um ato sexual onde o cortar-de-dedos é perscrutado. Olhar à latrina, quedar à latrina, cair à latrina, ao lado da miséria. Corpos amontoados, cheiro de detritos e torpor. Cheiro de queimado, peles marcadas, cadeiras quebradas, olhos arrancados espreitam com calma.


Na floresta de destroços e terra úmida, um homem, meia idade, em expressões robustas, castiga, severamente, um demônio errante. O demônio se chora e encolhe-se, enquanto o homem, com uma perna humana, - ainda fresca - bate em suas costas e cabeça.. Aos pés do homem, a seu lado, um lago de corpos humanos e alguns poucos porcos fazem um misto de sangue, fezes e vísceras, a testemunhar o homem a massacrar o demônio. Segura em suas asas, uma em cada mão, e põe um pé entre as mesmas, nas costas do demônio, outro no chão. Faz força e as arranca. O grito de dor soltado pelo demônio fez com que a floresta acordasse de seu coma e, em movimentos débeis, avançasse contra o homem, agora a bater no demônio com um tronco humano. Não há mais pavor na deformada face do demônio, está desacordado, depois de muito sangrar. Quando as árvores se aproximam, o homem de meia idade insinua para a esquerda e corre para trás, tropeçando em um par de pernas que havia começado a devorar. Os cipós da árvore o prendem, fazendo com que ele comece a se despir, passando a língua e os dentes sobre os mesmos, a lhe sufocar o pescoço. Eles cedem, o homem monta em uma salamandra e sai pela floresta mucosa, onde filhos híbridos de animais e demônios brincam na lama.

Friday, October 13, 2006

Teclando à esmo.

I


Mulheres de sorrisos convulsivos fazem votos de dentes lascivos. Secas em uma noite quente. Asfalto e poeira que não se vê bem, mas sega e arde os olhos. Pele grudenta e asperês nos olhos, estas portas trágicas de inanição. Haviam motivos para se debater nas paredes e paredes para se debater a procura de motivos... Espasmos terrificam corpos a copular, ásperos, pelo vão de regurgitos radioativos onde se vêem corpos queimados na lereira de cidades em coágulos.

II


Passos bambos rumo à montanha laranja, vento e vozes mexem os cabelos que balançam com o andar. Do andar de baixo, visualizo espelhos convexos onde reflexos do céu azul correm por rios interiores... Dedos calejados moldam pedras para que tenham o formato da lua, selvagem e serena. De longe, onde corpos contorcidos se fundem à sombra de sol flutuante. Desenhos de povos antigos enfeitam a grande montanha, agora provocando ruídos qual mulher luxuriosa. Em cada momento, vejo-me entre ventos de suspiros silenciosos que movem para longe as folhas secas. A poeira trazida por mar verde perfuma toda a planície. Sem perceber, caio. Num mexer de cabelos...

III

Mãos Disformes

Encontrei meus pedaços sobre a cama depois de uma noite de profundo transe insone. Mastigava restos de lembranças e, em minhas imagens internas, todos os fundos eram qual papel amarelado. O dia amanheceu cinza, chovia ruidosamente lá fora. Eu olhava o teto de minha gaiola moderna e regurgitava tudo aquilo que era passado. Revivia tudo ali, sobre meus pedaços. Sentia tudo novamente, por isso estava ofegante... As pálpebras, enxadas, clamavam repouso, gritavam pelo colo roliço de alguma mulher carinhosa enquanto eu me desmanchava, enquanto eu, caindo, em gotas, do céu, molhava, vermelho, todo o quintal cinza. Em uma manhã cinza...

Tuesday, October 10, 2006

Sobre sorrisos e ferrugens...

Sentado na beira do precipício de corpos, todo com 46 doenças como característica, solto uma cusparada aos céus, retornando, pois, à minha morna face. Estive à beira de um lapso no tempo, até que uma manada de demônios cabisbaixos apareceu sobre meu peito. Pareciam tão tristes, os coitados, que quase me sensibilizei com a dor que causava. Não aprendí a abanar o rabo, por isso ofereço esta saborosa cicuta. Oh Deus, poderias tu dizer a grandeza de seus atos sobre essa terra imunda?
Sonho com vós pelas noites de insônia... Onde aprendeu, Senhor, estes truquezinhos?

Uma núvem cinza aproxima...

Meus cânticos ecoam pelos cantos onde requintados objetos de tortura meneiam sobre o cálice de suor, onde anjos orgíacos culminam em silêncios tortuosos... Da última vez em que pude assistir a uma dança, bailarinas aleijadas pareciam temer os jazigos rasos que as espreitavam. Abracei os tormentos de toda uma multidão sorridente, onde o desdentar fazia-se costumal. Jovens pensavam voar por estrelas (de)cadentes enquanto eu sorria.
Sorria...
Sorria...

Monday, October 09, 2006

Como princípio, o fim.

É engraçado como as relações se baseiam, sempre mediadas pela "radioatividade" de alguma coisa, mas não quero, no momento, falar disso. Quero falar do que me vier à mente, e isto foi só uma introdução tragável à.
Bem, me divirto com a intelectualidade de blog'ers, orkut'ers e messenger's. As coisas mudam, não é mesmo? Ainda essa noite, ví um mendigo, ele urrava de ódio e dor. Ódio e dor? Bem eu não sei, ninguém além dele (ou nem ele) sabe. Isso pode comover à você ou à mim, fazer com que nos sintamos mais "humanos", sem saber bem o que é ser tal coisa.
Este é o princípio...
Algo que não acrescentará, que não aconselhará, que não...
Vê beleza nisso? Que bonito! Eu não...
É o princípio do fim de algo que pode não ser importante.
Muita vaidade: Expor pensamentos de forma desordenada para que algum ocioso tente "decifrar" todo o nada contido.
Ok, ok... Sorria... O fundo não é preto, mas você bem que pode achar bonito.